HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
"Quando eu faço um desenho, eu não tenho a intenção que as pessoas riam. A intenção é de abrir e de tirar o escuro das coisas".
Henfil, catunista.
HISTÓRIA EM QUADRINHOS - COMO TUDO COMEÇOU...
Os quadrinhos raramente aparecem nos livros de História da Arte, Museus ou nas Galerias. Muitos pensam que não são arte...mas são arte sim, e das boas!!!
Quem cria os quadrinhos são artistas que possuem talento muito especial: sabem misturar desenhos com palavras de um jeito tão legal que a história até parece sair do papel e ganhar vida.
Não faz muito tempo que surgiram as revistas em quadrinhos: foi apenas no finalzinho do séc. XIX.
Vejam o surgimento das revistas em quadrinhos, que no Brasil se denomina GIBI.
A Origem dos Gibis
Os artistas a classificam como a Nona Arte.
Na Pré-História
Na era pré-histórica, os homens primitivos desenhavam nas paredes para se comunicarem....
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Desenho rupestre |
Povos egípcios
Por volta de três mil anos atrás, os egípcios usam desse meio para contar as suas histórias e conquistas....
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desenhos egípcios |
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Calendário Maia |
Povos Maias
Há mais de quinhentos anos, o povo maia, da América Central e do México, já desenhava longas histórias - chegavam a ter doze metros!!!
Europeus
Durante a Idade Média, na Europa, franceses e ingleses contavam histórias usando tapeçaria. Cada tapete era tecido com uma cena da história, e depois os tapetes eram pendurados, na sequência correta, nas paredes dos castelos.
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Tapeçaria do apocalípse - Castelo de Angers - França |
Alguns artistas usavam até azulejos. Em igrejas antigas, muitas vezes a gente pode ver histórias religiosas contadas em desenhos feitos em vitrais, ou em azulejos decorativos espalhados pelas paredes...
Uma outra história interessante, que também explica um pouco a origem dos quadrinhos, aconteceu na Inglaterra, por volta de 1600.
Alguns artistas usavam uma técnica parecida com a do carimbo para imprimir muitas vezes uma imagem. Eles faziam um desenho em papel e depois usavam um estilete ou faquinha para esculpir o desenho em um pedaço plano de medeira, que servia como matriz. Essa matriz era então coberta de tinta; pressionando-se essa espécie de forma contra um pedaço de papel, criava-se uma cópia do mesmo desenho. Lembra a Xilogravura do cordel, não é?
Era assim que os artistas daquela época imprimiam várias cópias de suas ilustrações. Vendendo apenas um desenho ganhavam pouco dinheiro. Mas, com essa técnica de impressão, podiam vender muitas cópias do mesmo desenho!
QUEM NUNCA SONHOU EM SER UM SUPER-HERÓI?

Afinal, uma pessoa comum, levando a vida numa boa, quando algo errado acontece e o mundo precisa de ajuda...tchan-tchan-tchan!
Os super-heróis eram admirados por todos e estavam sempre vivendo aventuras emocionantes. A cada semana havia uma nova história. Parecia até que esses seres especiais existiam de verdade, pois faziam parte do dia a dia de todo mundo.
O super-heróis são legais, mas...
O mundo dos quadrinhos tem espaço para todo tipo de história e de personagem. Os norte-americanos também criaram o comics que são
revistas que trazem caricaturas bem engraçadas, parecidas com os quadrinhos que conhecemos hoje em dia. Daí o nome em inglês de comics - comédia.

No Japão...

No Japão o mangá é lido por todos (adultos e crianças) e expandiu depois da Segunda Guerra Mundial. Os temas são bem variados: heróis, aventuras, romance, ficção científica, drama...tem de tudo.Existem até bibliotecas inteiras só com esse tipo de quadrinhos.... O mangá expandiu-se no século XX, principalmente depois da segunda guerra mundial e seu formato de personagens são bem diferentes dos quadrinhos norte-americanos, europeus ou brasileiros. Os desenhos têm um estilo bem fácil de reconhecer: as personagens em geral têm olhos bem redondos e enormes, os cabelos são muito loucos, coloridos e extravagantes, e, para completar, a maioria das revistas é impressa em preto e branco!
Na Europa
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Tin Tin e Milou |
Bélgica- 1929 - Surge, o Tintin, o garoto que vive aventuras incríveis com o seu cachorro Milou, nos mais exóticos lugares do mundo. Na França - surge Astérix, o gaulês, um baixinho de bigode enorme que, junto com seu amigo Obélix, vive aventuras extraordinárias e engraçadas no ano 50 antes de Cristo...
O desenhista Richard Felton Outcault nasceu em 14 de janeiro de 1863, em Lancaster, nos EUA, no estado de Ohio. Criou o The Yellow Kid (O menino amarelo) como a primeira personagem fixa dos quadrinhos, criada a partir de 1896, pára o jornal New York World. Percebendo que as pessoas não entediam os seus desenhos, ele passa a desenhar os balões de diálogos, facilitando o entendimento das tirinhas...
Em 1902, Oultcault dá vida a uma nova personagem, Buster Brown - Chiquinho, no Brasil - bastante popular na época. Quase no fim da vida, o artista deixou os quadrin hos para se dedicar à pintura. Morreu em Nova Iorque, em 25 de setembro de 1928.
Em 1869, o italiano Ângelo Agostini, um dos pioneiros da história em quadrinhos, a introduziu no Brasil com As aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora, na revista Vida Fluminense. Veio para o Brasil ainda jovem e aqui se tornou um símbolo da imprensa republicana e abolicionista, denunciando o regime escravagista e criticando os problemas urbanos e as injustiças sofridas pelo povo, por meio de ilustrações e narrativas visuais. Em 1876, fundou e dirigiu A Revista Ilustrada, cujo principal objetivo era a luta contra a escravidão. Como a maioria da população não sabia ler, Agostini dava ênfase à ilustração. Colaborou com diversos jornais e editoras, entre elas a primeira publicação infantil brasileira, a revista O Tico-Tico, cujo logotipo é de sua autoria. Falecido em 1910, na cidade do Rio de Janeiro, seu nome serve de inspiração a prêmios concedidos aos melhores quadrinistas e cartunistas brasileiros.
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Obélix e Astérix |
O CRIADOR DOS BALÕES DE DIÁLOGOS


A história da história em quadrinhos no Brasil
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OS PRINCIPAIS ARTISTAS BRASILEIROS
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Primeira revista infantil brasileira |
"O Tico-Tico foi a primeira leitura de grandes escritores brasileiros, como Erico Verissimo, Luís Câmara Cascudo, Lygia Fagundes Telles, Gilberto Freyre, Ruth Rocha e Carlos Drummond de Andrade. "O Tico-Tico era a única revista dedicada às crianças brasileiras e lhes dava tudo: histórias, adivinhações, prêmios de dez mil réis, lições de coisas, páginas de armar e principalmente de aventuras", afirmou Drumond.
Luís Sá
Luís Sá, ilustrador e caricaturista em atividade no Brasil na primeira metade do século XX, foi criador, na década de 1930, das personagens Reco-Reco, Bolão e Azeitona, publicadas nas páginas da revista Tico-Tico.
Henfil
Criador de um desenho humorístico, crítico, satírico e com personagens tipicamente brasileiras que retratavam o contexto social, político e econômico, o desenhista Henrique de Souza Filho, conhecido como Henfil, nasceu em Ribeirão das Neves, Minas Gerais. Sua atuação foi marcante não apenas nos quadrinhos brasileiros, mas também no teatro, na televisão e nos movimentos políticos e sociais. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1988, aos 43 anos.
Além de Henfil, temos quadrinistas famosos como Maurício de Sousa (Mônica, Cebolinha, Magali); chargista como Millôr Fernandes e Chico Caruzo e cartunistas como Ziraldo ( Menino Maluquinho, Supermãe) e Angeli.
Na galeria dos nomes em destaque dos quadrinhos brasileiros, atualmente está o cartunista Angeli, autor, entre outras personagens, de Os Skrotinhos, homenagem a Rudolph Dirks e sua criação Os sobrinhos do Capitão.
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Angeli |
Arnaldo Angeli Filho nasceu em 1956 na cidade de São Paulo. Aos 14 anos publicou seu primeiro desenho na extinta revista Senhor. Em 1973, foi convidado a desenhar para um jornal de São Paulo onde criava charges políticas. Também é de sua autoria a tira diária (criada em 1987) Chiclete com Banana, com as personagens Re Bordosa, Bob Cuspe, Wood & Stock e Os Skrotinhos. Angeli é autor de vários livros e teve seus trabalhos publicados em revistas internacionais.
Para mais detalhes não deixe de rever a aula na apresentação:
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