8ºs ANOS - 2º BIMESTRE - CUBISMO
"A ideia da reciclagem está na essência da arte moderna e contemporânea. A linguagem é sempre uma reconsideração da história da arte, dos mestres e obras de arte".
Jacob Klintowitz, pintor e crítico de arte.
A estratégia de apropriação na arte, isto é, a de incorporar diretamente um objeto comum de uso cotidiano e utilizá-lo na construção de uma obra de arte, também se fez presente em outros estilos artísticos, entre os quais o Cubismo, um dos mais revolucionários do início do século XX.
Os cubistas colavam pedaços de tecido, jornal e/ou livros nas telas (cubismo sintético), incorporando-os à pintura.
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Exemplo de cubismo sintético - Guitarra de Pablo Picasso |

Movimento artístico cuja origem remonta à Paris e a 1907, ano do célebre quadro de Pablo Picasso, Les Demoiselles d'Avignon. Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o cubismo recusa a ideia de arte como imitação da natureza, afastando noções como perspectiva e modelagem, assim como qualquer tipo de efeito ilusório. "Não se imita aquilo que se quer criar", diz Georges Braque, outro expoente do movimento. A realidade plástica anunciada nas composições de Braque leva o crítico Louis Vauxcelles a falar em realidade construída com "cubos", no jornal Gil Blas, 1908, o que batiza a nova corrente. Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados reconstroem formas que se apresentam, simultaneamente, em vários ângulos nas telas. O espaço do quadro - plano sobre o qual a realidade é recriada - rejeita distinções entre forma e fundo ou qualquer noção de profundidade. Nele, corpos, paisagens e, sobretudo, objetos como garrafas, instrumentos musicais e frutas têm sua estrutura cuidadosamente investigada nos trabalhos de Braque e Picasso, tão afinados em termos de projeto plástico que não é fácil distinguir as telas de um e de outro. Mesmo assim, nota-se uma ênfase de Braque nos elementos cromáticos e, de Picasso, em aspectos plásticos.
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Georges Braque e Pablo Picasso |
A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na obra de Paul Cézanne - e em sua forma de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos - e também na arte africana, máscaras, fotografias e objetos.
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As Senhoritas de Avignon (Les demoiselles d'Avignon) |
No século XX, a crítica européia passou a dar visibilidade à produção artística da África negra, cuja estética influenciou a produção dos artistas europeus.
Tal influência é nitidamente percebida na obra Les Demoiselles d'Avignon, que historicamente inaugura o movimento cubista.
Os europeus saquearam sistematicamente o continente africano. Além dos milhões de seres humanos que foram escravizados e exportados para quase todas as partes do mundo, eles se apropriaram de metais preciosos, de marfim, e tudo o que pudesse ter valor econômico.
Cubismo Pré-Analítico ou Cezanianno (1906-1910)
Cubismo Analítico (1910-1913)
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Les Mademoselles d'Avignon - Pablo Picasso (1906) |
Na primeira fase, são claras as influências do pintor francês Paul Cézanne, que reduzia a natureza a formas geométricas, como esferas, cones e cilindros.
A essa ideia, os artistas cubistas acrescentaram a possibilidade de representar todas as partes de um objeto, com seus vários pontos de vista, num mesmo plano.
As cores eram predominantemente ocre, marrom e verde, com função de remodelar formas.
Cubismo Analítico (1910-1913)
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Guernica de Pablo Picasso |
Caracterizado pela fragmentação da obra o artista decompõe a obra em partes, registrando todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura em todos os ângulos no mesmo instante.
O objetivo do Cubismo Analítico era o de produzir uma imagem conceptual de um objeto, em vez da sua imagem perceptiva ou visual. Em seu ponto mais alto, atingiu níveis de expressão que ameaçaram ultrapassar a compreensão do observador.
Cubismo sintético (1913- 1914)
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Violin and Pipe de G.Braque |
* Veja que vídeo legal!!!!
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