9º ANOS - 2º BIMESTRE - IMPRESSIONISMO
"...o que fazemos é produzir imagens, mas esta não é uma produção a partir do nada: é, na verdade, renovação da linguagem e dos signos, um aprendizado de abrir as caixas de linguagem e de signos e voltar a tocar no mundo".
Henrique Antonio Kipper, ilustrador da Folha de S. Paulo
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No Brasil, o surgimento da crítica de artes liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1826.

Para maiores detalhes assista novamente a apresentação exposta na aula, click no link:
http://prezi.com/4qowh_gdkl0w/impressionismo-monet-e-renoir-habilidade-em-criticar/
"...o que fazemos é produzir imagens, mas esta não é uma produção a partir do nada: é, na verdade, renovação da linguagem e dos signos, um aprendizado de abrir as caixas de linguagem e de signos e voltar a tocar no mundo".
Henrique Antonio Kipper, ilustrador da Folha de S. Paulo
APROPRIAÇÃO NA CRIAÇÃO
A inovação surge da articulação do conhecimento que temos com os novos estímulos que recebemos do ambiente no qual vivemos.
A criatividade é uma capacidade humana que não se restringe apenas ao campo da arte. Ela deve estar presente na Ciência e na vida em geral.
O processo de trabalho de um cientista é semelhante ao trabalho do artista, pois ambos observam e exploram possibilidades. Para isso, necessitam de imaginação, conhecimento e técnica para gerar produtos.
Imaginar é a capacidade de ver além do imediato e criar novas possibilidades com base no já estabelecido, propiciando a revisão do que já conhecíamos, reestruturando nosso universo de compreensão.
Muitas produções artísticas originais nasceram do diálogo entre o conhecimento de obras já existentes e a imaginação do criador, que reorganiza a forma ou o conteúdo e, consequentemente, produz algum tipo de novidade.
IMPRESSIONISMO
A palavra estilo origina-se do latim stilus. Inicialmente, nomeava um instrumento metálico pontiagudo, utilizado para escrever ou desenhar. Com o tempo, tornou-se sinônimo de uma maneira particular de vivenciar o mundo e, consequentemente, de fazer algo.
No campo das artes, considera-se estilo o conjunto de tendências e características formais que identificam ou distinguem uma obra, um artista, um determinado período ou um movimento artístico, como por exemplo o Impressionismo. Ainda podemos empregar o termo estilo quando nos referimos a um artista, que apesar de seguir as tendências de uma escola determinada, transmite à sua obra traços pessoais.
Por exemplo, o estilo impressionista idealizado e difundido por jovens pintores que, entre 15 de abril e 15 de maio de 1875, realizaram uma exposição coletiva em Paris, apresentando pinturas cuja técnica distanciava-se das convenções estilísticas do Renascimento.
As pinturas não retratavam os objetos e sim captavam os efeitos e as mudanças da luz sobre estes, em diferentes momentos (horários ou dias).
Impressão: Sol Nascente - Claude Monet
Essa concepção foi rotulada de Impressionismo pelo crítico de arte Louys Leroy com a intenção de ridicularizar os pintores.
As principais características formais do estilo impressionista são as seguintes:
Pode-se perceber tais características formais nas obras de Claude Monet e Auguste Renoir.
Lago com nenúfares - Claude Monet
Baile no Moulin de la Galette - Auguste Renoir.
Se adquirirmos uma certa familiaridade com a obra desses artistas, seremos capazes de distinguir, entre as obras impressionistas, quais são seus autores.
Claude Monet, considerado o mais puro representante do impressionista, nasceu em Paris, em 1840.
Desde cedo, mostrou inclinação para a arte. Aos 17 anos já comercializava os seus trabalhos e adquiriu fama por suas produções como ilustrador e caricaturista.
Decidido a ser pintor, cursou a Escola de Belas Artes de Paris. E foi nessa ocasião que conheceu artistas que viriam a idealizar o movimento impressionista, entre os quais Renoir, com quem viajou para Londres, fugindo da guerra com a Prússia.
Quando retornou a Paris, dedicou-se à pintura ao ar livre e em 1874 expôs, ao lado das obras do seu grupo de amigos pintores, o quadro Impressão: Sol Nascente.
Claude Monet, um artista totalmente comprometido com os seus ideais artísticos, morreu em 1926.
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Pierre-August Renoir nasceu em Limoges, na França, em 1841 e mudou-se para Paris
aos quatro anos de idade. Iniciou suas atividades aos 13 anos, trabalhando em uma fábrica de porcelana, pintando flores na peças.
Aos 21 anos, frequentava os cursos noturnos de desenho e anatomia na Escola de Belas Artes, onde Claude
Monet e outros artistas discutiam os princípios de uma maneira de representar o mundo, que posteriormente viria a ser conhecida como impressionismo.
Suas viagens à Itália, Argélia e Provença lhe permitiram conhecer a pureza das linhas clássicas. Renoir passou a aplicar linhas de cores escuras em suas obras, embora sem abandonar totalmente o estilo impressionista.
Renoir, que ao longo de sua bem-sucedida carreira de pintor produziu também esculturas, morreu no ano de 1919, na cidade francesa de Provença.
Observe que as obras de Monet e Renoir comungam em termos de estilo impressionista, porém cada uma delas o trabalha de maneira diferente e os temas recorrentes de suas pinturas também se distinguem.
Enquanto Monet se dedica a capturar as variações de tonalidades ao ar livre, Renoir se ocupa em registrar a vida social de Paris do fim do século XIX.
CRÍTICA DE ARTES
A crítica de artes como mecanismo de reconhecimento, definição e classificação de produções artísticas, surgiu no século XVIII, em virtude do progresso da imprensa e da regularidade de exposições artísticas para atender ao público interessado. Com a expansão das exposições de artes no século XIX, ampliou-se o campo de atuação do crítico de artes.
No Brasil, o surgimento da crítica de artes liga-se à criação da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1826.
Um artista fica satisfeito quando as críticas em relação ao seu trabalho são favoráveis. Por outro lado, quando as críticas são desfavoráveis, o artista pode se sentir desmotivado e até pensar em desistir, como aconteceu com Anita Malfatti. A exposição que ela realizou em 1917, em São Paulo, foi duramente criticada por Monteiro Lobato, que sequer esteve presente àquele evento.
Devemos ser cuidadosos ao criticar a produção de outros e, quando nossa produção é criticada, devemos colher as opiniões como um importante instrumento de construção e aperfeiçoamento do nosso aprendizado em artes.
A crítica só é válida quando há reflexão e promove geração de conhecimento.

Para maiores detalhes assista novamente a apresentação exposta na aula, click no link:
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